No dia de ontem, o Vasco estreou na Taça Libertadores da América contra o Nacional do Uruguai, sendo derrotado por 2 a 1 diante sua apaixonada torcida. Apesar do resultado negativo, a derrota veio em boa hora se levado em consideração que dá para ajustar a equipe cruz-maltina para as demais rodadas. É hora de aprender com os erros para não mais cometê-los.
O Vasco da Gama estava irreconhecível. Mesmo tendo sido escalado de forma equivocada pelo Cristóvão, que escalou uma equipe "pesada" numa libertadores, contra uma equipe veloz e de tradição na competição, o Vasco esqueceu-se que não era o campeonato carioca, de toques lentos, de movimentação moderada, geralmente jogado sobre o sol escaldante, e por isso deve-se "economizar o esforço" para suportar a jornada. Era libertadores, equipes diferentes, árbitros diferentes, clima diferente, e o futebol é, e deve ser jogado de forma diferente.
As jogadas aéreas são características dos times sulamericanos. Explorar as pontas e jogadas de bolas paradas são constantes indispensáveis. E toda equipe deve estar atenta para bloqueá-las, como também para utilizá-las.
O Vasco não pôde contar com seu ótimo lateral-direito, Fágner (cumprindo suspensão automática), perdendo assim um ponto forte da equipe, pois nele se concentra velocidade como escape, e criatividade na construções de jogadas de ataque, levando em conta também sua evolução no quesito marcação. Max o substitui. Claro, não tem a mesma qualidade, no entanto quase NADA (exceto lesão ou cansaço) justifica a entrada de Fellipe Bastos na lateral-direita do Vasco.
Com um meio de campo pesado e sem vitalidade, o Vasco sofreu para atacar e para marcar. Na frente o problema persistia, nem Alecsandro, nem Diego Souza (com uma barriguinha saliente) conseguiam impôr velocidade nas jogadas (com exceção de uma no final do 1° tempo).Os volantes não faziam a cobertura das laterias, até mesmo porque os laterais pouco avançavam. Sem velocidade na frente era imprescindível o avanço dos laterais, principalmente o Thiago Feltri (bom jogador, veloz, cruza bem) que nas poucas vezes que subiu ao ataque, deu trabalho, mas insisto, foi pouco aproveitado ofensivamente. Não esquecendo do gol "perdido" pelo mesmo. É verdade que o goleiro fechou bem, mas também é verdade que ele foi egoísta - já havia notado isso nos jogos do C. Carioca - ele precisa entender que a função principal dele não é finalizar, e isso deve ser observado sempre, principalmente quando houver QUALQUER companheiro de ataque melhor posicionado.
O Cristóvão tinha o Bernardo como opção, tinha o Feltri no jogo, tinha o Tenório (demorou para pôr em campo) e do jeito que o jogo estava HORROROSO, dava até pra arriscar o W. Barbio e apostar em sua velocidade e vitalidade (sei, é arriscado, mas não tinha o que perder), certamente seriam melhores opções do que Felipe exausto, Juninho sem acertar um levantamento na área HÁ TEMPOS, D. Souza e Alecsandro pesados, fora a dupla de volantes. No entanto, o técnico preferiu optar pelo "entrosamento" inexistente, pela "experiência" sem vigor e efetividade.
A essa altura o amigo leitor já notou que este post não falou do Nacional, até poderia, mas optei por não, pois os erros do Vasco foram tão infantis que conseguiram ocupar toda a postagem com "julgamentos" e correções e/ou dicas para correções futuras.
Libertadores amigo, tem que ter vigor físico, precisão nos passes, além de boa técnica - é claro - e nervos no lugar. Explorar as laterais é essencial. Velocidade também. Jogar com time pesado, de baixa velocidade e de baixo vigor físico, é jogar a libertadores pensando que é o campeonato carioca. O pouco tempo de pré-temporada, a ausência do Fágner, Allan e Rômulo também dificultaram o trabalho do Vasco, mas não justifica o péssimo futebol demonstrado. É preciso evoluir. Tem potencial para evoluir. Basta ter tranqilidade, e fazer as melhores escolhas para cada jogo, além de jogar sem medo, não se deixando pressionar.
Isso serve para as demais equipes brasileiras na competição!

De fato esse não era o jogo para o time que entrou em campo hoje. Não é porque a escalação funcionou em determinado momento que ela funcionará sempre, contra todos adversários.
ResponderExcluirRealmente ausências sentidas, principalmente o Fágner, mas o time não pode depender dele. Ele é "apenas" uma peça.